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Ensaios cerâmicos garantem qualidade e diferenciação

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                A importância de ensaios laboratoriais foi o tema destaque de uma edição da revista NovaCer. Garantia de que o produto atende às normas vigentes no país, maior credibilidade e competitividade dos produtos. Estes são alguns dos diferenciais de uma indústria cerâmica que preza pela realização de ensaios laboratoriais em todo o processo produtivo.

                Além destas vantagens, a realização de ensaios laboratoriais diferencia uma empresa no mercado competitivo pela mobilização de pessoas em torno de um objetivo comum, pela oportunidade para alavancar a imagem da empresa, diferenciação dos produtos em relação a seus concorrentes, aumento da satisfação dos clientes e condição essencial para exportação para diversos mercados, entre outros.

                Conforme o engenheiro cerâmico Clement Cadier, o controle do processo é sinônimo de qualidade. “Ou seja, ser capaz de sempre produzir um produto de mesmo padrão”, complementou. Segundo a técnica em cerâmica vermelha Francis de Matos Aquino, toda e qualquer indústria que se ajusta a um sistema de gestão de qualidade terá sempre um diferencial competitivo dentro do mercado, de forma a validar o produto final em conformidade com as NBR’s (Normas Brasileiras Instituídas pela ABNT). “Sendo assim, por meio dos ensaios de matéria-prima e produto acabado (blocos e telhas), podemos validar o processo de fabricação e a conformidade do produto acabado dentro dos padrões de confiabilidade do mercado consumidor, garantindo à empresa que adota estes procedimentos, maior aceitação pelos consumidores”.

                Para Fernanda Legat Taques, responsável técnica do Laboratório de Cerâmica Vermelha do Senai/ponta Grossa, existe uma preocupação na adequação das cerâmicas em realizar ensaios dos seus produtos acabados e aplicar as devidas correções que foram obtidas por meio dos resultados. Porém, conforme o coordenador técnico do Laboratório de Ensaios de Monte Carmelo (Lemc), Paulo Victor Antônio Chaves, apenas 2% das indústrias de cerâmica vermelha possuem laboratório interno de controle do processo e apenas 5% já enviaram materiais para laboratórios externos para controle da qualidade.

                “Na realidade as empresas do polo cerâmico carecem de uma maior maturidade quanto à análise de conformidade de seus produtos, hoje elas vêem como despesa e não como valor agregado ao produto, sedo assim, hoje há uma baixa procura na qualificação do produto com relação aos ensaios de conformidade.

                Segundo Araújo, os controles laboratoriais no processo de cerâmica vermelha são importantes, pois garantem a conformidade e a rastreabilidade do produto acabado. Entre os benefícios de fazer os ensaio necessários no produto fabricado, conforme a técnica em cerâmica  vermelha Francis de Matos Aquino, estão a conformidade dos produtos em acordo com as NBR’s, maior confiabilidade do consumidor quanto à qualidade do produto, maior segurança quanto ao processo de construção das edificações e menores despesas no processo produtivo.

                “O conhecimento dos produtos quanto às suas características cerâmicas é de suma importância para a obtenção de produtos tendo em vista a qualidade. O processo cerâmico apenas será bem-sucedido se for amparado com a garantia da qualidade através de ensaio cerâmicos” afirmou Chaves.

Controle o processo produtivo

                Conforme o engenheiro mecânico Rodson Barros, por meio de consultorias, acompanhamentos laboratoriais internos, treinamentos de gestão para os colaboradores e ensaios físicos de qualificação do produto e físico-químico da matéria-prima, o ceramista consegue analisar todo o processo produtivo da fábrica.

                Para o engenheiro cerâmico Clement Cadier, dependendo da tecnologia de secagem e de queima, pode ser muito difícil controlar o processo. “A secagem natural, por exemplo, ou a queima em formo intermitente à lenha, são difíceis de controlar. Nestes casos, o ceramista tem que se concentrar nos ensaios de material nas diferentes etapas de produção: argila, produto verde, produto seco e produto queimado”.

                Conforme o coordenador técnico do Laboratório de Ensaios de Montes Carmelo (Lemc), Paulo Victor Antônio Chaves, “por meio de práticas simples e ceramista pode melhorar substancialmente seu processo produtivo, realizando ensaio de umidade na conformação e secagem, verificando seu resíduo, regulando vácuo da maromba e controle de boquilhas.

 

Fonte: Revista NovaCer Ed.56