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Bloco / Tijolo Estrutural

Informações Técnicas

Instalação Elétrica e Hidráulica dos Blocos Estruturais

O Sistema de Vedação Racional inclui os blocos/tijolos para embutir as instalações elétrica e hidráulica, evitando a quebra de paredes e a produção de entulhos.

Graute

É um tipo de concreto preparado com pedrisco. Ao longo de alvenaria são distribuídos os pontos onde o vazio dos blocos/tijolos será preenchido com graute. Estas colunas embutidas tem a finalidade de enrijecer e solidarizar a estrutura da alvenaria.

Amarração em «T»

É a intersecção de duas alvenarias perpendiculares com entrelaçamento dos blocos/tijolos, de forma a consolidar o conjunto. Cada família de blocos/tijolos apresenta componentes que possibilitam vários tipos de amarração.

Vergas e contra-vergas

São elementos estruturais para os vãos de portas e janelas. São executadas utilizando-se canaletas preenchidas com armaduras e concreto.

Manual de conservação e instalação do Bloco / Tijolo Cerâmico Estrutural

Os blocos/tijolos cerâmicos Roque são produzidos por conformação plástica de matérias-primas argilosas e queima a elevadas temperaturas.

Terminologia: o bloco/tijolo cerâmico estrutural é um componente vazado, com furos prismáticos perpendiculares às faces que os contêm, que integra alvenarias que constituem o arcabouço resistente da construção, sendo normalmente aplicados com os furos dispostos verticalmente. Pode também ser aplicado em alvenarias de vedação. O bloco/tijolo pode ser empregado tanto nas fachadas das construções (paredes externas), como nas paredes internas, além de poder integrar platibandas, muros de divisas e outros elementos. Nos blocos verticais deve-se evitar ao máximo o corte dos componentes utilizando-se os furos dos blocos para caminhamento vertical de tubos e eletrodutos.

Limitações de uso: o bloco/tijolo cerâmico não se aplica a obras em condições especiais, como por exemplo, piscinas, saunas, reservatórios, fornos, câmaras frigoríficas, alvenarias submersas (abaixo do nível do lençol freático) e outros gêneros.

Estocagem do produto: os blocos/tijolos cerâmicos devem ser estocados em pilhas com altura máxima de 2 metros, apoiadas sobre superfície plana, limpa e livre de umidade ou materiais que possam contaminar a superfície dos blocos. Recomendamos apoiar as pilhas sobre colchão de brita ou paletes, de modo a evitar contato direto com o solo. Quando estocadas a céu aberto e por longos períodos de tempo, recomenda-se proteger as pilhas de blocos da água da chuva com cobertura impermeável, de maneira a impedir que os blocos absorvam umidade que pode, posteriormente, dificultar seu assentamento.

Os blocos Roque são fornecidos em paletes circundadas e reforçadas com fitas plásticas. Qualquer que seja o sistema de descarregamento empregado no transporte dos blocos, deve-se evitar que os mesmos sofram impactos que venham a provocar lascamentos, fissuras, quebras, etc.

Processo de assentamento: recomendamos o procedimento descrito abaixo.

  • Após completo nivelamento do andar (com nível lazer, nível de mangueira ou nível alemão), recomenda-se considerar as cotas das soleiras de portas de elevador e de peitoris de janelas, sempre alinhadas em todas as fachadas. Sugere-se eventuais correções de nivelamento com engrossamento da camada de assentamento da primeira fiada.
  • O assentamento dos blocos/tijolos cerâmicos estruturais pode ser feito com colher de pedreiro, meia cana, bisnaga, régua de assentar ou “palheta”.
  • O bloco/tijolo cerâmico estrutural deve ser assentado com argamassa cimentícia de baixo teor de enxofre para evitar formação de eflorescências. Para assentamento recomendamos argamassas mistas, compostas por cimento e cal hidratada. A argamassa de assentamento pode ser a industrializada ou a preparada em obra e a espessura nas juntas horizontais e verticais é sugerida, em média, com 1,0cm, desde que atendam aos requisitos estabelecidos na norma NBR 13.281.
  • Fiada de marcação (1ª fiada): O assentamento dos blocos/tijolos da primeira fiada influencia a qualidade de todas as demais características da alvenaria. Recomenda-se a realização deste assentamento com muita atenção e cuidado, utilizando equipamentos de precisão e sugere-se a conferência e o posicionamento de eletrodutos, caixas de passagem, tubos de água, arranques de pilaretes grauteados e outros.
  • Para dar continuidade nas fiadas seguintes, deve-se conduzir o bloco cerâmico à sua posição definitiva mediante forte pressão para baixo e para o lado. Os ajustes de nível, prumo e espessura da junta só podem ser feitos antes do início da pega da argamassa, ou seja, logo após o assentamento do bloco. A cada duas, ou no máximo três fiadas, recomenda-se verificar o nivelamento e o prumo da parede com o auxílio de prumo de face, régua e nível bolha. Tais verificações, além da conferência da cota, devem ser executadas ainda com maior rigor na fiada que ficará imediatamente abaixo dos vãos da janela. O alinhamento e o prumo devem também ser verificados com o máximo de cuidado nas laterais dos vãos de portas e janelas (ombreiras).
  • Recomenda-se que os blocos/tijolos estruturais do mesmo pavimento sejam executados simultaneamente, a fim de não sobrecarregar a estrutura de forma desbalanceada.
  • Na última fiada recomenda-se constituir um espaço para a introdução do material de fixação (encunhamento). Sugere-se empregar meios blocos, compensadores ou blocos do tipo canaleta com o fundo na parte superior.
  • Recomenda-se que as tubulações hidráulicas e elétricas sejam embutidas nos furos dos blocos estruturais. Caso seja necessário embutir após a execução alguma tubulação que surgiu posteriormente, a parede pode ser cortada (limitando pequenos trechos), utilizando-se sempre serra circular diamantada (tipo “maquita”) e talhadeiras bem afiadas. Recomenda-se que o diâmetro de qualquer tubulação não seja maior do que um terço da largura do bloco cerâmico. Observa-se que o desempenho dos blocos cerâmicos cortados, pode sofrer alteração nos resultados de ensaios de desempenho.

Importante: os blocos/tijolos ROQUE atendem à norma NBR 15270, a qual, além de definir termos, fixa os requisitos dimensionais, físicos e mecânicos exigíveis no recebimento. Os blocos estruturais apresentam uma resistência mínima à compressão de 3 MPa e também atendem a critérios da NBR 15575 (desempenho fogo, desempenho térmico, desempenho acústico e desempenho a resistência mecânica – peças suspensas, impacto de corpo mole e impacto de corpo duro).

Blocos Canaletas: bloco cerâmico chamado canaleta em forma de “J” e em forma de “U”, ambos sem paredes transversais. A canaleta J permite o apoio de lajes sem que seja necessário quebrar a modulação vertical das fiadas nas paredes de fachadas. E a canaleta U possibilita a construção de cintas de amarração, vergas e contravergas. Se aplicada no topo de paredes internas, possibilita o apoio de lajes sem que seja necessário quebrar a modulação vertical das fiadas. Utilizando o bloco tipo canaleta nas vergas e contravergas, sugere-se limpar e umedecer as canaletas antes do lançamento do graute ou do micro-concreto.