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Primórdios da cerâmica

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    Quando saiu das cavernas e se tornou um agricultor, o homem precisava de outros meios de subsistência além de um abrigo. Logo, surgiu a necessidade de ter também vasilhas para armazenamento de água, alimentos e sementes para a próxima safra. Tais objetos tinham que ser resistentes ao uso, impermeáveis à umidade e de fácil fabricação – qualidades inerentes à argila. Além disso, a cerâmica mostrou-se muito eficiente na construção de casas.

      As primeiras cerâmicas que se têm notícia são da Pré-História: vasos de barro, sem asa, que tinham cor de argila natural ou eram escurecidas por óxidos de ferro. Por outro lado, a cerâmica para a construção e a cerâmica artística com características industriais só ocorreu na Antiguidade, em grandes centros comerciais. Após a Revolução Industrial, iniciou-se uma nova e vigorosa etapa de evolução, estendida até hoje.

     Estudiosos confirmam ser, realmente, a cerâmica a mais antiga das indústrias, pois ela nasceu no momento em que o homem começou a utilizar-se do barro endurecido pelo fogo. Desse processo de endurecimento, obtido casualmente, evoluiu até os dias de hoje. A cerâmica passou, assim, a substituir a pedra trabalhada, a madeira e mesmo utensílios domésticos feitos de frutos.

     A durabilidade da cerâmica pode ser constatada pelo aspecto praticamente inalterado de construções de antigas civilizações, descobertas por arqueólogos, e de alguns objetos, como pratos e vasos. A técnica construtiva em alvenaria de tijolos ou blocos cerâmicos remonta aos antigos caldeus e assírios, que em torno de 4000 a.C. já usavam este material para erguer casas e palácios.

Fonte: Revista Anicer (Por Laís Napoli, sob supervisão de Manuela Souza)

 

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